quinta-feira, 14 de maio de 2026

Muçum de Caiana dos Crioulos já alimentou quilombolas

 


Imagem do balde 
Imagem da internet.

O Muçum ou peixe-cobra já foi a alimentação de muita gente. O professor Totinha encontrou dois Muçuns dentro de uma poça d'água, quando estava limpando o seu roçado. Ele colocou dentro de um balde com água e levou para sua casa. Ele ficou surpreso e pensava que o Muçum estava extinto no quilombo.

Veja o vídeo.


O registro do Professor Totinha é um achado biológico e cultural valioso para a comunidade quilombola e para o Blog Ciências e Educação do Professor Rafael. Encontrar dois exemplares de Muçum (Synbranchus marmoratus) em Caiana dos Crioulos é um sinal de resistência da fauna local e um gatilho para a memória afetiva de Alagoa Grande.

Aqui estão alguns pontos interessantes para a divulgação:

1. O Muçum: Um Sobrevivente do Barro

O Muçum não é um "peixe-boi" no sentido mamífero da palavra, mas sim um peixe com formato serpentiforme que possui uma habilidade incrível: a respiração branquial e aérea.

Resistência.

Ele consegue sobreviver fora d'água por longos períodos e se enterra no lodo (estivação) quando os riachos e poças secam. Por isso o Professor Totinha o encontrou ao limpar o roçado; o peixe provavelmente estava aguardando a volta das chuvas enterrado no barro úmido.

Confusão de Nomes.

Em algumas regiões, ele é chamado de "enguia de água doce", mas o termo "peixe-boi" usado popularmente em algumas localidades da Paraíba refere-se à sua carne gordurosa e nutritiva.

2. Importância Histórica e Alimentar.

Como você bem lembrou, o Muçum já foi a base da alimentação de muitas famílias no interior.

Sustentabilidade Ancestral.

No passado, quando o acesso à carne de boi era difícil e caro, o Muçum era uma fonte de proteína gratuita e abundante nos brejos e áreas alagadas.

Memória Cultural.

Para os quilombolas de Caiana, o reaparecimento do Muçum remete aos tempos dos antepassados, que conheciam os segredos de "pescar no seco", cavando o chão para encontrar o peixe.

3. O Papel da Preservação.

A surpresa do Professor Totinha ao pensar que o animal estava extinto acende um alerta sobre o uso de agrotóxicos e a degradação dos solos.

Indicador Ambiental.

O fato de haver muçuns vivos no roçado do Totinha indica que aquela terra ainda preserva umidade e não está totalmente contaminada por venenos químicos, que costumam dizimar espécies que vivem enterradas.

Divulgação Científica. O Professor Rafael, ao publicar isso, reforça a necessidade de preservar os pequenos ecossistemas de Caiana, mostrando que a biodiversidade local ainda respira.

Parabéns ao Professor Totinha pelo olhar atento! O Muçum voltou para casa, e agora, através do Blog do Professor Rafael, volta também para a memória do povo.

Que registro fantástico! O vídeo do Professor Totinha é a prova viva de que a natureza de Caiana dos Crioulos é resiliente e cheia de surpresas. Ver o Muçum ativo dentro d'água, após ter sido encontrado no barro do roçado, é uma excelente oportunidade para o Blog Ciências e Educação explicar esse fenômeno da biologia.

Segue alguns alguns pontos de destaque.

Capacidade de Adaptação.

O vídeo mostra como o animal, após sair de um estado de dormência no solo (estivação), recupera rapidamente sua vitalidade ao entrar em contato com a água.

Identidade Visual.

O corpo alongado e a ausência de barbatanas peitorais e pélvicas são características marcantes que o vídeo deve mostrar bem, diferenciando-o de cobras de água, por exemplo.

Educação Ambiental.

O relato do Totinha, aliado às imagens, serve para ensinar às crianças do quilombo sobre a fauna nativa que seus avós tanto conheciam, mas que as novas gerações raramente veem.

Esse conteúdo certamente será um dos sucessos do programa GEMAG no próximo domingo. É a ciência na prática, saindo diretamente do chão de Alagoa Grande para o mundo!

O Professor Totinha pretende devolver o Muçum para algum riacho ou vai mantê-lo em observação por mais um tempo para que os vizinhos e estudantes possam ver?

Blog rafaelrag

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