Quando Einstein foi trabalhar nos estados unidos da América, ele comprou cinco camisas iguais, para não ter que perder tempo pensando qual camisa usar.
Albert Einstein não usava meias. Não era descuido nem pobreza. Em carta escrita à sua prima Elsa, que depois se tornaria sua segunda esposa, ele explicou o motivo com a objetividade característica de quem resolve problemas pelo caminho mais direto: desde jovem, percebeu que o dedão do pé sempre acabava furando o tecido, então simplesmente parou de usar. Essa lógica de eliminar o que é desnecessário atravessou toda a vida de Einstein e, décadas depois, pesquisadores do comportamento e da neurociência encontraram evidências de que o princípio por trás desse hábito tem base no funcionamento real do cérebro.
O que acontece no cérebro quando tomamos muitas decisões seguidas?
O conceito que descreve esse fenômeno é chamado de fadiga de decisão, e ele parte de uma observação simples: tomar decisões consome recursos cognitivos, e esses recursos não são ilimitados. O psicólogo social Roy Baumeister foi um dos primeiros a sistematizar essa ideia, no final dos anos 1990, com o conceito de ego depletion, a noção de que o autocontrole e a tomada de decisão funcionam como um músculo que se cansa com o uso.
Quanto mais escolhas uma pessoa faz ao longo do dia, menor tende a ser a qualidade das decisões seguintes.
Blog rafaelrag

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