A eleição de Ricardo Coutinho para a Câmara dos Deputados, com 163.277 votos, foi muito mais do que a conquista de um mandato. Foi uma resposta política a tudo o que ele enfrentou nos últimos anos e, principalmente, àqueles que apostaram no seu desaparecimento da vida pública paraibana.
Desde 2019, Ricardo atravessou um período marcado por perseguições políticas e também por setores do Ministério Público e do Judiciário da Paraíba. Houve quem trabalhasse com a convicção de que sua trajetória estava encerrada e de que ele jamais voltaria a ocupar um espaço relevante na política estadual.
As urnas deram outra resposta.
E o mais simbólico é a forma como essa volta foi construída.
A caminhada começou em março de 2025. Num carro simples, quase sempre acompanhado apenas de um amigo, Ricardo percorreu os 223 municípios da Paraíba. Foi do Litoral ao Sertão, das maiores cidades aos menores municípios, participando de reuniões em sindicatos rurais, associações comunitárias, assentamentos, acampamentos, aldeias indígenas, comunidades ciganas e organizações populares.
Foi uma campanha franciscana.
Ricardo não tinha mandato. Não tinha um real de emenda parlamentar para distribuir. Recebeu apenas R$ 740 mil de fundo eleitoral e disputou espaço contra campanhas milionárias, muitas delas amparadas por grandes estruturas políticas.
A resposta veio no voto.
Foram 163.277 paraibanos que levaram Ricardo Coutinho, pela primeira vez, à Câmara dos Deputados e o recolocaram no centro do xadrez político da Paraíba.
Agora, há um elemento novo. Ricardo volta a ter peso direto na política estadual e passa a ocupar também uma tribuna nacional, com influência política exercida a partir do Congresso Nacional.
É difícil olhar para esse resultado apenas como uma vitória eleitoral comum. Há nele uma evidente dimensão de consagração popular.
Sem máquina, sem emendas e sem uma fortuna de campanha, Ricardo percorreu a Paraíba inteira e reconstruiu sua força política município por município.
Quem decretou sua morte política errou.
Quem imaginou que os últimos anos seriam suficientes para apagá-lo da vida pública também errou.
Ricardo voltou pelo voto. Voltou ao xadrez político paraibano e, desta vez, chega também a Brasília com a legitimidade de mais de 163 mil votos.
A vitória de Ricardo foi, também, a derrota daqueles que tentaram eliminá-lo da política.
Diego
Veja algumas imagens da plenária de João Pessoa.
Blog rafaelrag







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