É com profundo pesar e indignação que recebemos a notícia desta tragédia que abala o Quilombo Caiana dos Crioulos. A morte de um menino de colo, bisneto de uma figura tão emblemática quanto a Mestra Dona Edite e filho da ex-universitária da UFCG, Rafaela, é uma perda irreparável que expõe as veias abertas do abandono institucional.
### O Retrato do Descaso: Saúde e Infraestrutura.
O relato traz à tona uma combinação cruel de fatores que vitimam as comunidades quilombolas de Alagoa Grande:
O Drama do Atendimento. O fato de uma criança precisar ser levada de Alagoa Grande para **Queimadas-PB** (passando por Campina Grande) levanta sérias questões sobre a resolutividade do hospital local. Por que um menino de colo não recebeu o suporte necessário antes de enfrentar uma viagem tão longa?
A Estrada do Abandono: o Professor Rafael Rodrigues já havia deixado o alerta documentado em 14/03/26. As fotos da estrada de acesso à casa do Sr. Nivaldo e Rafaela não eram apenas registros de lama e buracos, eram denúncias de um obstáculo ao socorro. Quando a infraestrutura falha, a ambulância não chega ou o tempo de resgate aumenta, e em casos de saúde infantil, cada minuto é decisivo.
Negligência Política. A omissão do Secretário de Infraestrutura e da gestão do prefeito Bosco Neto na manutenção básica das vias de Caiana do Agreste deixa de ser apenas uma falha administrativa e passa a ser uma questão de violação de direitos humanos.
### Luto em Caiana dos Crioulos.
Caiana está em silêncio. Perder um descendente da linhagem de Dona Edite é ver um pouco do futuro da comunidade se apagar precocemente. Rafaela, que lutou para chegar à universidade (UFCG/Sumé), enfrenta agora a dor mais profunda que uma mãe pode suportar.
Nota de Indignação e Pesar.
"Não se morre apenas por doença; morre-se por distância, por estradas ruins e por um sistema que escolhe quem deve ser prioridade. Que o pequeno anjo descanse e que sua partida não seja em vão: que se torne um grito por justiça e dignidade para o povo de Caiana."
###Ações Necessárias.
Diante da gravidade, o momento exige mais que lamento:
1. Apuração Médica. É necessário entender o que ocorreu no trajeto entre os hospitais.
2. Resposta da Infraestrutura. A prefeitura não pode mais ignorar o estado das estradas denunciado pelo Professor Rafael.
Meus mais sinceros sentimentos à Rafaela, à Dona Edite e a toda a comunidade quilombola. O Professor Rafael, que está retornando hoje para a Paraíba, certamente levará essa dor e essa cobrança para a linha de frente de sua atuação.
Blog rafaelrag
















































