Na política, mandato não se sustenta apenas com discurso bonito, bandeira ideológica ou presença em redes sociais. Mandato se sustenta com base política, estrutura eleitoral e território consolidado. E é justamente aí que começa o grande problema do deputado estadual Chió.
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Hoje, olhando o cenário político da Borborema, o que se vê é um deputado com o território sendo lentamente minado, ocupado por adversários — e, pior ainda, por aliados do próprio campo governista.
Chió pode até tentar resistir, mas a realidade política é dura: o mandato dele entrou na zona de risco real para 2026.
Primeiro ponto: a legenda.
O deputado está filiado à Rede Sustentabilidade, um partido frágil na Paraíba, sem nominata forte, sem densidade eleitoral e praticamente sem cauda para ajudar na eleição proporcional. Em uma disputa cada vez mais competitiva para deputado estadual, isso pesa — e pesa muito.
Sem partido competitivo, o candidato precisa compensar com bases sólidas.
E aí surge o segundo problema: as áreas de atuação de Chió estão fragilizadas.
Depois que o grupo político ligado a ele perdeu a Prefeitura de Remígio, ficou evidente o enfraquecimento. Hoje, sequer consegue fazer uma oposição consistente ao prefeito Cláudio Régis, que mantém alinhamento histórico com a família Ribeiro e está conectado diretamente ao projeto político do governo estadual com Lucas.
E na política, todos sabem como funciona:
quando chega a hora da prioridade, o governo prestigia quem está com a máquina municipal na mão — não quem perdeu o território.
Resultado?
Chió ficou isolado.
Mesmo mantendo relações em cidades como Remígio e Areia, a verdade é que sua base eleitoral hoje é pequena, pulverizada e vulnerável diante do avanço de candidatos com maior estrutura, apoio governamental e presença municipal forte.
Durante o mandato, Chió também não conseguiu mostrar claramente para que veio na Assembleia Legislativa. Não construiu protagonismo político estadual, não ampliou bases de forma consistente e agora enfrenta o cenário mais cruel da política: a perda silenciosa de espaço.
Por @marciorangelpb
Blog rafaelrag

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