quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Sem base, sem prestígio e cercado por adversários: o mandato de Chió entra na zona de risco

 


Na política, mandato não se sustenta apenas com discurso bonito, bandeira ideológica ou presença em redes sociais. Mandato se sustenta com base política, estrutura eleitoral e território consolidado. E é justamente aí que começa o grande problema do deputado estadual Chió.

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Hoje, olhando o cenário político da Borborema, o que se vê é um deputado com o território sendo lentamente minado, ocupado por adversários — e, pior ainda, por aliados do próprio campo governista.

Chió pode até tentar resistir, mas a realidade política é dura: o mandato dele entrou na zona de risco real para 2026.

Primeiro ponto: a legenda.

O deputado está filiado à Rede Sustentabilidade, um partido frágil na Paraíba, sem nominata forte, sem densidade eleitoral e praticamente sem cauda para ajudar na eleição proporcional. Em uma disputa cada vez mais competitiva para deputado estadual, isso pesa — e pesa muito.

Sem partido competitivo, o candidato precisa compensar com bases sólidas.

E aí surge o segundo problema: as áreas de atuação de Chió estão fragilizadas.

Depois que o grupo político ligado a ele perdeu a Prefeitura de Remígio, ficou evidente o enfraquecimento. Hoje, sequer consegue fazer uma oposição consistente ao prefeito Cláudio Régis, que mantém alinhamento histórico com a família Ribeiro e está conectado diretamente ao projeto político do governo estadual com Lucas.

E na política, todos sabem como funciona:

quando chega a hora da prioridade, o governo prestigia quem está com a máquina municipal na mão — não quem perdeu o território.


Resultado?

Chió ficou isolado.


Mesmo mantendo relações em cidades como Remígio e Areia, a verdade é que sua base eleitoral hoje é pequena, pulverizada e vulnerável diante do avanço de candidatos com maior estrutura, apoio governamental e presença municipal forte.

Durante o mandato, Chió também não conseguiu mostrar claramente para que veio na Assembleia Legislativa. Não construiu protagonismo político estadual, não ampliou bases de forma consistente e agora enfrenta o cenário mais cruel da política: a perda silenciosa de espaço.


Por @marciorangelpb


Blog rafaelrag 

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