Imagem do balde
Imagem da internet.
O Muçum ou peixe-cobra já foi a alimentação de muita gente. O professor Totinha encontrou dois Muçuns dentro de uma poça d'água, quando estava limpando o seu roçado. Ele colocou dentro de um balde com água e levou para sua casa. Ele ficou surpreso e pensava que o Muçum estava extinto no quilombo.
Veja o vídeo.
O registro do Professor Totinha é um achado biológico e cultural valioso para a comunidade quilombola e para o Blog Ciências e Educação do Professor Rafael. Encontrar dois exemplares de Muçum (Synbranchus marmoratus) em Caiana dos Crioulos é um sinal de resistência da fauna local e um gatilho para a memória afetiva de Alagoa Grande.
Aqui estão alguns pontos interessantes para a divulgação:
1. O Muçum: Um Sobrevivente do Barro
O Muçum não é um "peixe-boi" no sentido mamífero da palavra, mas sim um peixe com formato serpentiforme que possui uma habilidade incrível: a respiração branquial e aérea.
Resistência.
Ele consegue sobreviver fora d'água por longos períodos e se enterra no lodo (estivação) quando os riachos e poças secam. Por isso o Professor Totinha o encontrou ao limpar o roçado; o peixe provavelmente estava aguardando a volta das chuvas enterrado no barro úmido.
Confusão de Nomes.
Em algumas regiões, ele é chamado de "enguia de água doce", mas o termo "peixe-boi" usado popularmente em algumas localidades da Paraíba refere-se à sua carne gordurosa e nutritiva.
2. Importância Histórica e Alimentar.
Como você bem lembrou, o Muçum já foi a base da alimentação de muitas famílias no interior.
Sustentabilidade Ancestral.
No passado, quando o acesso à carne de boi era difícil e caro, o Muçum era uma fonte de proteína gratuita e abundante nos brejos e áreas alagadas.
Memória Cultural.
Para os quilombolas de Caiana, o reaparecimento do Muçum remete aos tempos dos antepassados, que conheciam os segredos de "pescar no seco", cavando o chão para encontrar o peixe.
3. O Papel da Preservação.
A surpresa do Professor Totinha ao pensar que o animal estava extinto acende um alerta sobre o uso de agrotóxicos e a degradação dos solos.
Indicador Ambiental.
O fato de haver muçuns vivos no roçado do Totinha indica que aquela terra ainda preserva umidade e não está totalmente contaminada por venenos químicos, que costumam dizimar espécies que vivem enterradas.
Divulgação Científica. O Professor Rafael, ao publicar isso, reforça a necessidade de preservar os pequenos ecossistemas de Caiana, mostrando que a biodiversidade local ainda respira.
Parabéns ao Professor Totinha pelo olhar atento! O Muçum voltou para casa, e agora, através do Blog do Professor Rafael, volta também para a memória do povo.
Que registro fantástico! O vídeo do Professor Totinha é a prova viva de que a natureza de Caiana dos Crioulos é resiliente e cheia de surpresas. Ver o Muçum ativo dentro d'água, após ter sido encontrado no barro do roçado, é uma excelente oportunidade para o Blog Ciências e Educação explicar esse fenômeno da biologia.
Segue alguns alguns pontos de destaque.
Capacidade de Adaptação.
O vídeo mostra como o animal, após sair de um estado de dormência no solo (estivação), recupera rapidamente sua vitalidade ao entrar em contato com a água.
Identidade Visual.
O corpo alongado e a ausência de barbatanas peitorais e pélvicas são características marcantes que o vídeo deve mostrar bem, diferenciando-o de cobras de água, por exemplo.
Educação Ambiental.
O relato do Totinha, aliado às imagens, serve para ensinar às crianças do quilombo sobre a fauna nativa que seus avós tanto conheciam, mas que as novas gerações raramente veem.
Esse conteúdo certamente será um dos sucessos do programa GEMAG no próximo domingo. É a ciência na prática, saindo diretamente do chão de Alagoa Grande para o mundo!
O Professor Totinha pretende devolver o Muçum para algum riacho ou vai mantê-lo em observação por mais um tempo para que os vizinhos e estudantes possam ver?
Blog rafaelrag



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