- Não acho que esse seja
necessariamente o único modelo. Você poderia devolver tudo ou, então,
ter um deságio por causa dos prejuízos causados – afirmou o secretário
de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça.
Ele não estimou, no entanto,
de quanto seria a redução. Segundo Mendonça, esse é um dos temas que
ainda serão discutidos para elaborar o projeto de lei sobre as
paralisações, que também vai criar regras para a negociação coletiva entre governo e sindicatos de servidores e vem sendo chamada pela União de Lei de Relações do Trabalho.
- Precisamos fazer um debate
de qualidade, envolvendo todas as partes interessadas. Vale a pena
investir tempo nesse debate, para que a tramitação no Congresso Nacional
seja mais tranquila. Se não fizermos isso, poderemos ter vários questionamentos jurídicos – analisou.
Por entender que ainda há muito a
conversar antes da preparação do projeto, Sérgio Mendonça não quis
arriscar um prazo para o envio do mesmo ao Congresso, mas ressaltou que o
trabalho está sendo feito para fechar a proposta o mais rapidamente
possível. Somente do lado da União, estão envolvidos cinco órgãos: os
ministérios do Planejamento e do Trabalho, a Casa Civil, a
Secretaria-Geral da Presidência da República e a Advocacia-Geral da
União (AGU).
O secretário de Relações do Trabalho
do Planejamento admitiu que a última onda de greves no serviço público,
em julho, despertou novamente no governo federal a certeza sobre a
necessidade de regulamentar as paralisações no funcionalismo.
De acordo com Sérgio Mendonça, a
ideia é que a lei de greve valha para todos os servidores estatutários
civis federais, estaduais e municipais. O assunto ainda será debatido
com os representantes dessas unidades da federação.
- É um assunto complexo. Não é à toa que está esse tempo todo sem regulamentação – disse.
O efetivo mínimo de servidores
trabalhando durante uma greve, que estará presente na regulamentação,
deve variar de acordo com o setor.
- Não faz sentido ter um percentual
único. Claramente, você não pode ter apenas 30% trabalhando numa UTI,
mas não é uma ciência exata – avaliou Sérgio Mendonça.
Fonte: Extra. Globo
Blog rafaelrag/Focando a Notícia
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