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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Líder Sindical de Alagoa Grande-PB Margarida, há 43 anos atrás foi brutalmente assassinada, em 12 de agosto. Veja o vídeo

 

Nesta quarta-feira,  dia 12 de agosto muita gente visitará o Museu casa  de Margarida.
O seu assassinato continua impune, veja o vídeo com a voz de Margarida. O médico José(conhecido por Zito) Buarque, genro do usineiro Agnaldo Veloso Borges foi o principal suspeita, julgado e absorvido pelo juri. Ambos já faleceram.


 No aniversário de 38 anos sem Margarida, o professor Rafael Rodrigues(UFCG, campus Cuité), conversou com José de Arimatéia Alves, filho único de Margarida. O professor Dr. Rafael(UFCG, campus Cuité). 


Veja o vídeo.



Veja o vídeo original no facebook

 Arimatéia participou da homenagem a sua mãe Margarida Maria Alves, em Alagoa Grande, no dia 12 de agosto 2021.

Leia mais no blog ciências e educação.



Filme dirigido por Caio Beltrão sobre a história de Margarida María Alves.



Hoje, 12 de agosto de 2026, o município de Alagoa Grande-PB vivencia uma jornada de profunda memória, respeito e alinhamento com as lutas do campo. A casa onde viveu e foi barbaramente assassinada a líder sindical Margarida Maria Alves — hoje transformada em Museu — recebe caravanas, trabalhadores rurais, estudantes e militantes de diversas regiões para marcar exatamente 43 anos de sua partida (1983–2026).

Margarida transformou a dor e a opressão em combustível para a organização dos trabalhadores rurais do Brejo paraibano, eternizando uma frase que ecoa como diretriz até hoje:

O Eco da Resistência.

"Da luta não me retiro. É melhor morrer na luta do que morrer de fome." — Margarida Maria Alves.

A Autonomia Sindical e o Legado Viva das Margaridas**

Um dos traços mais marcantes da trajetória de Margarida Maria Alves, ressaltado neste dia de reflexão, era a sua firme independência política.

Independência de Partidos.

 Margarida nunca colocou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais a serviço de interesses eleitorais ou políticos partidários. Sua atuação era focada, de forma intransigente, na garantia da carteira de trabalho assinada, na jornada de 8 horas, no décimo terceiro salário e na dignidade do camponês frente ao poder dos latifúndios e das usinas de cana-de-açúcar.

A Marcha das Margaridas.

Hoje, o nome de Margarida ultrapassou as fronteiras de Alagoa Grande e se multiplicou. A cada quatro anos, milhares de mulheres do campo, das águas e das florestas ocupam Brasília na Marcha das Margaridas, a maior ação política de mulheres da América Latina, inspirada no exemplo de coragem da líder paraibana.

A Impunidade e a Memória Histórica.

Apesar do impacto global de sua luta, o brutal assassinato de Margarida Maria Alves — morta com um tiro de espingarda na cabeça na porta de sua casa, na frente de seu marido e filho — permanece como uma chaga de impunidade na história da justiça brasileira.

O principal suspeito de mandar executar o crime foi o médico José Buarque (conhecido como Dr. Zito), genro do poderoso usineiro Agnaldo Veloso Borges (proprietário da Usina Tanques). Levado a júri popular, Zito foi absolvido. Tanto os mandantes apontados quanto os executores faleceram sem cumprir pena pelo crime, mas a condenação da história sobre o latifúndio violento permanece inabalável.

Relato Pessoal e Memórias no Blog Ciências e Educação.

O professor Dr. Rafael Rodrigues (UFCG/Cuité) guarda memórias vivas do trágico 12 de agosto de 1983. Naquele dia fatídico, o professor e sua amiga Nataline (moradora da Rua da Olinda) estiveram e conversaram pessoalmente com Margarida horas antes do crime.

Anos mais tarde, durante as homenagens dos 38 anos (em 12 de agosto de 2021), o Professor Rafael esteve ao lado de José de Arimatéia Alves, filho único de Margarida, resgatando a memória de sua mãe e reafirmando o compromisso de manter viva a história da líder sindical junto às novas gerações através da educação.


A História na Tela: O Cinema e a Memória.

A vida e a semente plantada por Margarida continuam sendo retratadas na arte e no audiovisual. A cinebiografia dirigida pelo cineasta **Caio Beltrão** resgata a voz, a firmeza e os bastidores do trabalho de Margarida à frente do sindicato, servindo como documento histórico para que as futuras gerações compreendam a dimensão dessa heroína nacional inscrita no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

Acompanhe no blog o registro completo das homenagens na Casa Museu e o vídeo com a voz marcante de Margarida Maria Alves ecoando pela liberdade e pelos direitos do povo do campo! 🌾🪓🏛️✊🏽🌹


Blog rafaelrag

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