segunda-feira, 10 de julho de 2017

Faltou uma Homenagem para o Rei do Ritmo Jackson do Pandeiro, são 35 anos de sua morte, neste dia 10 de Julho

Os artistas de Alagoa Grande deveriam ter feito um encontro em praça pública, em Alagoa Grande, para homenagear Jackson do Pandeiro, nesta segunda, 10 de julho, para registra os 35 anos de sua ausência na Terra. Sabemos que a rota cultural Caminhos do Frio se encerrará em Alagoa Grande, na semana de 28 de agosto a 3 de setembro,  com uma homenagem ao Rei do Ritmo, mas hoje poderia ter sido homenageado  também.

JACKSON DO PANDEIRO 
31 – 08 – 1919
10 – 07 - 1982
jackson-pandeiro-topo.jpg
“Vige como tem Zé
Zé de baixo, Zé de riba
Tesconjuro com tanto Zé
Como tem Zé lá na Paraíba”

E nascia mais um: José Gomes Filho, mais conhecido como Jackson do Pandeiro, nasceu em Alagoa Grande/PB, em 31 de agosto de 1919. Filho de uma cantadora de coco pernambucana, Flora Mourão, de quem ganhou o seu primeiro instrumento: o pandeiro, que ligado ao seu talento, viria a coroar Jackson como Rei do Ritmo.
Não por excesso de mérito, o paraibano é considerado até hoje, 35 anos depois de sua morte, o maior ritmista da história da música popular brasileira. Juntamente com Luiz Gonzaga, Jackson é responsável pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino.


Após tentar engatar a carreira em Alagoa Grande e posteriormente em Campina Grande, em 1953, Jackson decide sair da Paraíba. Com o pandeiro embaixo do braço, ele encontrou em Recife a ajuda para emplacar o seu primeiro sucesso, “Sebastiana” – o famoso “A,E,I,O,U, Ypslone”. O xote mostrou que Jackson iria sair das zonas comuns dos ritmos. Ele estava atrás de inovações estéticas dentro da musicalidade oriunda do nordeste.

Foi em uma dessas tocadas numa rádio pernambucana que ele conheceu Almira Castilho de Alburquerque, com quem se casou em 1956 vivendo com ela até 1967. Jackson e Almira formavam a dupla perfeita. Desde o início se preocupavam com o visual e com as performances de palco. Ela, uma ex-professora que cantava mambo e dançava rumba, sensual com um belo jogo de cintura e ele, com toda explosão de ritmos e irreverência. A união do casal estimulou Jackson a expandir sua música além das divisas da Paraíba.

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“Eu que sou do morro, não choro, não corro,
Não peço socorro quando há chuá
Gosto de sambar na ponta da faca 
Sou nego de raça e não quero apanhar.”

O trecho acima pertence à música que, de fato, ecoou o talento de Jackson do Pandeiro para o resto do Brasil. O sucesso “Forró em Limoeiro” abriu as portas que ele precisava para ser aclamado pelo país.
Ele deixou Recife e foi para o Rio de Janeiro. Lá, já trabalhando na Rádio Nacional, Jackson alcançou grande sucesso com "O Canto da Ema", "Chiclete com Banana", "Um a Um" e "Xote de Copacabana". Cantor, intérprete e compositor, Jackson passou por uma infinidade de gêneros musicais. Deixava os críticos abismados com a facilidade que ele tinha em cantar desde baiões, xotes, xaxados, cocos, quadrilhas, frevos, até as marchinhas de carnaval.
Ele faleceu no dia 10 de julho de 1982, aos 62 anos, em Brasília, durante excursão que fazia pelo país. Teve embolia pulmonar e cerebral. Ele era diabético desde os anos 1960.
Jackson do Pandeiro ganhou o Brasil, e por isso, houve bastante confusão sobre sua origem. Mas foi – sem dúvida - da pisada forte no solo do brejo paraibano que surgiu a música e o suingue do nosso Rei do Ritmo.
Veja no link abaixo uma excelente palestra sobre Jackson do Pandeiro
https://rafaelrag.blogspot.com.br/2017/05/alagoagrandense-ministra-palestra-sobre.html

Homenagem do alagoagrandense Valdeir Dedé, que mora em São Paulo,  a Jackson do Pandeiro


Quem já ouviu essa música: "e gritava A,E,I, O,U ,YPSILONE"- sou feliz por ser da mesma cidade paraibana desse ícone do ritmo brasileiro: JAKSON DO PANDEIRO! Eu canto suas musicas nas quermesses. 

Blog rafaelrag com Samara Araújo

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